Tento esquecer-te.
Deixei de falar de ti e de dizer o teu nome,
deixei de o desenhar no espelho da casa de banho,
quando o vapor inunda todas as superfícies.
Em vez disso, tenho o coração embaraçado de dúvidas e o
olhar desfocado pelo absurdo do teu silêncio continuado,
o olhar de quem aprende a adaptar-se a uma luz desconhecida,
a uma nova realidade.

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